quarta-feira, 5 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXVII)

Estes não precisam de apresentações, nem são de cerimónias, por isso entrem na casa que ele nos ofereceu e recordem.
Boa noite

O círculo duro de Assunção Cristas










Olho para o chamado "círculo duro" de Assunção Cristas e nunca vejo uma única mulher. Porque será?
E será por só ter homens a rodeá-la que se chama círculo duro?

Manipulações da Primavera


Quando um vendedor ambulante tunisino se imolou pelo fogo depois de a polícia lhe ter confiscado toda a fruta que vendia, gerou-se um movimento global que culminaria com um coro do hossanas em defesa da Primavera Árabe.
Os resultados catastróficos nos países que viveram essa Primavera Redentora são conhecidos de todos.
Em dezembro de 2016, um pescador marroquino  a quem a polícia confiscou o peixe, porque estava em período de defeso da espécie, subiu para as traseiras do camião do lixo, na tentativa de o recuperar.
Inadvertida, ou deliberadamente(?), o condutor do camião ligou o compactador e o pescador  foi triturado. (O vídeo da tragédia está, ou pelo menos esteve, disponível  na Internet).
Desde esse dia os protestos alastraram por todo o país, incluindo a capital Rabat, multiplicam-se as greves do sector pesqueiro, os tumultos não param de aumentar, levando à prisão o líder do movimento de contestação.
Como aconteceu na Tunísia,  o processo evoluiu para questões políticas. O caso ocorrido no Rife já não está no centro das atenções. O que agora os marrroquinos exigem é mais democracia.
Curiosamente não vejo indignação nas redes sociais, nem proclamações a favor de uma Primavera Árabe no reino de Marrocos.

Acredito que aqui não se aplica o ditado popular “ gato escaldado de água fria tem medo”. O silêncio em volta da morte do pescador Mouchine demonstra, no entanto, como é fácil manipular a opinião pública