domingo, 18 de junho de 2017

Ainda o incêndio de Pedrógão

Eu ia responder aos comentários das leitoras sobre o incêndio em Pedrógão Grande mas quando ia começar  pensei:
E se em vez de responder aos comentários, respondesse aos apelos dos bombeiros e fosse levar-lhes muitas garrafas de água?
Quando regressei a casa encontrei um artigo que reproduz fielmente aquilo que penso.
Não vale a pena fingir que não houve negligência, mas também houve muita casmurrice. Vi pessoas a recusarem-se a sair de suas casas e a quererem, à viva força, romper as barreiras de segurança colocadas nas  estradas.
Porque se tratou de uma catástrofe, e pelo respeito que me merecem as vítimas, vou encerrar o assunto com a pergunta que  Paulo Baldaia faz neste artigo que subscrevo frase a frase:
"E quanta culpa é de todos nós sem excepção?"

em tempo: aconselho também a leitura de um artigo de Rui Bebiano no FB. Ele conhece muito melhor do que todos nós e pede:
TENTO NA LÌNGUA!
Mas aqui fica também o texto, para quem não tem acesso ao FB:
"O número de vítimas mortais do incêndio da região de Pedrógão, Figueiró e Castanheira já vai em 61, para não falar dos feridos, incluindo bombeiros, e do grande número de desalojados que ainda está por conhecer. No meio desta desgraça colossal, é odioso o trabalho, por parte de algumas pessoas - a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados». Claro que existe muita coisa a funcionar menos bem, mas há na região bombeiros treinados e bastantes meios.
Só que um fogo desta dimensão, num terreno irregular como aquele, cheio de covas onde existem casas, não tem hipótese alguma de ser enquadrado por infalíveis mecanismos de prevenção. Já agora, para as pessoas que deveriam estar caladas ou ter tento na língua, pois não sabem do que falam: para interditar uma estrada são precisas pessoas e discernimento para o fazer, mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação.
Já me encontrei cercado pelo fogo, quando apoiei bombeiros em alguns incêndios florestais nesta região, onde nasci e vivi e que conheço muito bem, e sei que nesses momentos é quase impossível ser-se racional. Habituei-me a isso em situações de catástrofe, embora nenhuma delas com esta dimensão, ou algo que se pareça. Aliás, em alguns casos, «ser-se racional» é mesmo perceber que o mais provável é que aconteça o pior. E ser-se suficientemente forte para o enfrentar.

Dia do Postal Ilustrado (58)

 Barcelona vista do alto do Tibidabo em 1963.
Aconselho quem visitar Barcelona nos próximos tempos a subir ao Tibidabo e fazer a comparação. 
Bom domingo!

Causas Naturais

Uma trovoada seca provocou ummonstruoso incêndio de que resultou a maior catástrofe de que ha memória em Portugal.
Foram CAUSAS Naturais, portanto, não há que procurar culpados, nem começar a pedir justiça. Respeitemos, em silencio, a dor de quem perdeu os seus entes queridos, por causa de um raio.