segunda-feira, 12 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLVII)


Para noite de Santo António podia ter escolhido um tema popularucho mas, atendendo ao padroeiro desta noite, optei por escolher um excelente tema de António Variações, especialmente dedicado aos  namoradeiros/as.
Tenham uma excelente noite de folia.Se eu pudesse também lá estaria! 

Diz o roto ao nú...




Passos Coelho, naquele vozear alterado de esquizofrénico bêbado, disse que a nomeação de Lacerda Machado para a administração da TAP é uma pouca vergonha.
Eu até  era capaz de dar razão a Passos Coelho, não se desse o caso de o seu governo e todos os que o precederam terem agido exactamente da mesma forma. 
Provavelmente Passos Coelho, homem de fraca memória e mentiroso compulsivo, terá esquecido as inúmeras nomeações polémicas pela promiscuidade e falta de ética reveladas, que ele próprio assinou, entre as quais a de Francisco de Almeida Leite e mais uma dúzia de jornalistas a quem teve de compensar pela divulgação de notícias falsas que o favoreceram, oferecendo-lhes lugares de direcção e administração em empresas públicas, apesar de entidades independentes terem alertado para o facto de alguns dos nomeados não terem as qualificações exigíveis para o desempenho do cargo.
Feita esta ressalva, devo dizer que apesar de ser óbvio que o trabalho desenvolvido por Lacerda Machado fez reverter parcialmente a privatização ruinosa feita por Passos, estou com Catarina Martins:
- Da geringonça não se espera apenas a devolução dos rendimentos aos trabalhadores e pensionistas, ou a tomada de medidas visando a diminuição das desigualdades. Espera-se também mais ética na política e critérios mais transparentes nas nomeações. 
E- diga-se em abono da verdade- em matéria de nomeações para cargos públicos, os pecadilhos da geringonça não ficam nada a dever aos cometidos pelos pafiosos.

Baixem o volume de som, queridas!


Era óptimo se alguém dissesse  a Maria Luís Albuquerque, Assunção Cristas e umas quantas senhoras emergentes na direita portuguesa, que não é por falarem aos berros ( ou escrever em MAIUSCULAS) que têm razão.