segunda-feira, 5 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLI)


Depois das emoções do fim de semana volto à música anglo saxónica.
Para iniciar a semana deixo-vos com The Birds e Mr Tambourine Man
Tenham uma boa noite e uma excelente semana

Última hora: Trump em Lisboa!



Que Portugal  está mesmo na moda e Lisboa é uma das capitais europeias mais procuradas pelas celebridades para comprar casa, não é novidade.
Ainda recentemente Madonna foi avistada ( ou deixou avistar-se?) em vários locais e concedeu ao presidente da câmara de Lisboa a honra de o receber em audiência privada.
Apesar de saber tudo isto, é com grande surpresa que acabo e ler a notícia do avistamento de Trump no Largo do Carmo. (siga o link)

Dia Mundial do (Mau) Ambiente



Assinala-se hoje o Dia Mundial do Ambiente.
Sempre pensei que  Trump escolhesse este Dia para anunciar a saída dos EUA do Acordo de Paris. Enganei-me. Optou pelo Dia Internacional da Criança.
Espectáculo degradante foi ver as televisões todas ( não só as nacionais, diga-se) à espera que Trump iniciasse o seu discurso nos jardins da Casa Branca, repletos de jornalistas de todo o mundo.
Foi patético. E parolo! Além de ter havido um empolamento das consequências,  situação  que agradou imenso a Trump. 
Na verdade, foi mais impactante a atitude de Bush pai durante a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro, do que o anúncio  da saída dos EUA  do Acordo de Paris. É que em 1992 ainda havia muita resistência às políticas ambientais, pelo que a recusa de Bush em ir ao Rio de Janeiro e as imposições depois colocadas para assinar o protocolo de Quioto, tiveram efeitos mais perniciosos do que rasgar o Acordo de Paris.
Este anúncio é mais importante pelo simbolismo e possível efeito de contágio, do que pelos resultados práticos. 
A indústria americana- até por uma questão de concorrência - vai continuar a aplicar as boas práticas, não tenho quaisquer dúvidas. Por outro lado, a rápida reação da UE e da China, esbateram substancialmente o efeito de contágio, evitando a saída dos grandes poluidores mundiais. 
O que Trump quer é abrir uma guerra comercial com a Europa, especialmente com a Alemanha. Tenho a sensação que a coisa lhe vai correr mal e Trump vai perceber, finalmente, que os EUA têm mais a perder com a saída do acordo de Paris do que a lucrar.
Admito mesmo, pela primeira vez, que se as coisas  correrem mal para os EUA, seja provável que  o impeachment se torne uma realidade. O problema é que Trump é mesmo maluco e, vendo-se acossado por todos os lados, poderá tomar a decisão de atacar a Coreia do Norte ou o Irão, na tentativa de recuperar prestígio interno. 
Entretanto, merece menção especial a  reacção de Macron:
"Tornar o nosso planeta grande outra vez"- disse o presidente francês
Macron não me inspira muita confiança, mas reconheço que há muito um presidente francês não era tão frontal nas críticas a um presidente americano.  Nem tão deliciosamente acintoso com Trump. Vale a pena ver o video acima...