terça-feira, 30 de maio de 2017

Memórias em vinil (CXLVI)


Este sucesso global tem inúmeras versões, mas continuo a preferir o original de Ben E. King, um estrondoso sucessso lançado no Natal de 1960.
Boa noite com... Spanish Harlem

Maria Viera, o suprassumo da inteligência



Maria Vieira acusou Salvador Sobral de ser um "idiota encartado" por causa destas declarações.
Atendendo a que Maria Vieira, conhecida por Parrachita, é o suprassumo da inteligência, um portento na arte do humor e publica livros que são escritos pelo marido, Salvador Sobral deve ter ficado muito abatido com a crítica.
Pela minha parte, porque subscrevi as palavras de Salvador Sobral, não me sinto atingido com as palavras da "execrável Parrachita" (AnaBola dixit), mas gostaria muito de saber por onde andará Maria Vieira, essa humorista "criada" por Herman José que desconhece a sabedoria popular e quis tocar rabecão, em vez de ficar a coser meias solas.
É que depois de ter cuspido na mão que lhe deu de comer, nunca mais ouvi falar da criatura, a não ser no dia em que teceu rasgados elogios a Donald Trump.

É preciso um golpe de asa



O lema das Conferências do Estoril é "Mudar o Mundo"  e na sessão de abertura, Teresa Violante, presidente executiva das Conferências reforçou essa ideia ao afirmar:
" Estamos aqui para mudar o mundo e não queremos menos do que isso".
No entanto, ao cair o pano sobre o primeiro dia das Conferências do Estoril senti alguma decepção. Para não dizer mesmo frustração...
 Especialmente centrado nos jovens era expectável  ouvir dos oradores, neste primeiro dia, propostas inovadoras, mas o que se ouviu, maioritariamente, foi uma parafernália de lugares comuns:
-" Sigam a vossa paixão porque os conselhos que os nossos pais nos dão são sempre muito maus. Eles têm medo do risco e querem sempre que nós  joguemos pelo seguro" (Carlos Moedas)
- "Vocês têm poder para pressionar os políticos" ( Bernard Kouchner, um dos fundadores dos Médicos Sem Fronteiras)
Convenhamos que há 50 anos, quando  era jovem, já ouvia as mesmas palavras dos adultos.
Pese embora a emoção gerada na sala pelo discurso da jovem yazidi  que conseguiu escapar ao cativeiro do Daesh, também  ela não escapou a um lugar tão comum como  polémico:
- "As pessoas são boas, mas são influenciadas pelo ambiente que as rodeia".
Coube ao indiano  Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas ( vencedor do Nobel da Paz em 2007), a intervenção mais desafiante.
Pegando num tema que foi bandeira da minha geração ( a sustentabilidade), Pachauri desafiou os jovens a adoptar um novo comportamento enquanto consumidores, combatendo o desperdício e o hiperconsumo.
Diga-se em abono da verdade que um dos poucos legados positivos que a minha geração deixou aos vindouros, foi a criação de uma consciência cívica alicerçada na protecção do ambiente e no consumo  sustentável.  Merece por isso destaque que no meio de intervenções valorizadoras do hedonismo juvenil, Rajendra Pachauri tenha centrado a sua intervenção na necessidade de alterar os comportamentos individuais, para que seja possível mudar o comportamento colectivo.
Não era minha intenção escrever sobre as Conferências mas, face ao que ontem vi e ouvi e tendo em consideração que em 2018 Cascais será capital europeia da juventude, pareceu-me oportuno fazer este pequeno remoque, na expectativa de que haja um golpe de asa que permita, durante o próximo ano, colocar a discussão sobre a juventude a um nível mais elevado, mais projectado para o  futuro e, acima de tudo, mais diversificado, evitando os lugares comuns e a centralização dos debates em torno das novas tecnologias. Sendo verdade que o futuro passa por elas, os jovens terão de saber ir para além delas, pois só assim terão sucesso na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.


Donald J.Trump, the lousy boy




Ainda há por aí gente que continua a defender que não nos devemos precipitar  nas críticas a  Trump, porque acredita na conversão do homem.
Lamento informar essas boas almas, mas os últimos acontecimentos provam exactamente o contrário. Cada dia que passa, Trump acentua a sua arrogância e índole deformada. Pior ainda, dá mostras de ser louco.
Ainda ontem ficámos a saber que a Casa Branca, à boa maneira estalinista, omitiu o nome do marido do primeiro ministro do Luxemburgo da foto oficial. (Estas coisas são escandalosas e revelam a homofobia do líder quando se passam na Rússia, mas quando se trata do presidente dos EUA passam quase desapercebidas)
Sucederam-se também os episódios arrogantes durante as reuniões da NATO e do G7. As expressões de espanto e repúdio de alguns líderes europeus ( nomeadamente Merkel) face à arrogância e desrespeito  de Trump pelos seus congéneres foram suficientemente elucidativas, mas Merkel fez questão de vincar o distanciamento de Trump, ao dizer que já não se pode contar, nem confiar, no aliado americano.
Macron optou por uma postura mais cínica. Afirmou que  Trump é um tipo mais aberto do que parece e está interessado em aprender. Chamar ao presidente americano ignorante, da forma que Macron o fez, é bem mais venenoso do que atacá-lo em discursos para a comunicação social.