sexta-feira, 26 de maio de 2017

Memórias em vinil (CXLIII)

Em aquecimento para o fim de semana,  deixo-vos este grande sucesso de Kenny Rogers ( aqui em dueto com Sheena Easton).
Boa noite e excelente fim de semana

Parece simples mas se calhar não é...

A seguir aos atentados de Berlim, em vésperas do último Natal,escrevi que já era tempo de acabar com o circo noticioso em que a comunicação social transforma os actos terroristas
.Há dias, em entrevista à RTP, Salvador Sobral propôs exactamente o mesmo: que, no próximo atentado, a comunicação social se remetesse ao silêncio, noticiando apenas o facto e abstendo-se de montar a tenda do circo. 
Estou com ele. Os  terroristas, seja qual for a sua origem, precisam de publicidade para alimentar a chama dos seus seguidores.  A comunicação social oferece-lhes essa publicidade à borla
 Se não houver notícia, não há caso. Tão simples, não é? 
Se calhar não...
Durante a mesma entrevista, Luísa Sobral discordava do irmão lembrando que se a comunicação social não noticiar os atentados terroristas, as pessoa vão queixar-se e dizer que estão a ser discriminadas.
Sem deixar de reconhecer a razão de Luísa Sobral, lembro que a comunicação social já faz essa discriminação. Atentem só na diferença do tratamento e relevo  noticioso dado a um acto terrorista, de acordo com o local do globo onde ocorre. 
Um atentado na Europa  ou nos EUA é noticiado à exaustão, mas se ocorrer em África, na Ásia, ou mesmo na América Latina, a notícia já ocupa muito menos espaço,
Não colhe sequer o argumento de que prevalece o critério da proximidade. Na Turquia houve um período em que os atentados  eram  frequentes, mas lembro-me apenas  de um que teve larga cobertura noticiosa.O único critério parece mesmo ser a relevância do país onde ocorre o atentado. Daí que seja mais apetecível aos terroristas cometer atentados em França, Inglaterra ou Alemanha.
É só a minha opinião. Gostaria de saber as vossas.

Berlim: Good vibrations


Terceiro postal da minha viagem a Berlim:
Ao terceiro dia de Berlim confirmei  que  a localização  do hotel tinha sido uma escolha acertada. Além de a centralidade de Alexanderplatz ser uma mais valia, a animação e a variada oferta de transportes fazem da praça imortalizada por Alfred Doblin um local privilegiado. Acresce que é na zona leste da cidade que Berlim é mais vibrante ( especialmente depois do horário laboral) e eclético nas propostas que oferece aos berlinenses e aos turistas que a visitam.