sábado, 13 de maio de 2017

Memórias em vinil (CXXXII)


Esta foi, até agora, a canção portuguesa mais bem classificada no Festival da Eurovisão.Não acho piada nenhuma à música, mas a Eurovisão tem destas coisas.

E para que não fiquem com saudades do Eurofestival, deixo-vos uma das piores canções de Françoise Hardy que participou em representação do Mónaco.

Chazinhos da Paróquia (13)


Lamento informar os leitores que apreciavam esta rubrica, que os Chazinhos vão sofrer um corte drástico durante os próximos meses.
Estamos a chegar ao Verão, os dias estão cada vez mais longos e a permanência diante de um ecrã de computador  é cada vez menos apetecível. O tempo escasseia  ( e, confesso, a  paciência para as pesquisas também) as temperaturas a subir são pouco convidativas para um chazinho ( a não ser quem,como eu, goste dele frio).
Por todos estes motivos, até ao Outono, os Chazinhos deixarão de ser descritivos e passam a ser meramente indicativos ( o que não impede que, uma vez por outra, não abra uma excepção).
Entretanto, aos que ainda não reservaram um lugar no Marquês de Pombal para festejar o tetra, sugiro que recordem as sugestões de passeios que fui dando durante o Inverno e, para os mais abonados, proponho  que reservem uma viagem ao Douro no comboio presidencial. São 500€ por pessoa, mas é uma  experiência inesquecível. A última viagem será amanhã, mas haverá mais 20 em setembro e outubro, sempre acompanhadas ( gastronomicamente) por chefes com estrelas Michelin -  uma garantia de que não ficarão empanturrados com a comida. Não se atrasem, porque as viagens costumam esgotar.
Esta semana fico-me mesmo por Lisboa, mas sugiro viagens pelo mundo inteiro sem sair da capital.
Para começar, não pode perder a exposição de fotografia de João Pina, "Operação Condor"
Para os menos familiarizados com as questões da América Latina, esclareço que "Operação Condor" era o nome de código utilizado pelos serviços  secretos das ditaduras militares  sul americanas, nos anos 70 e 80, para designar a operação que visava aniquilar todos os movimentos de esquerda na região.
A exposição está patente no Torreão Poente da Praça do Comércio até 18 de Julho. Não pode perder!
Outra exposição de fotografia que não pode deixar de ver é a "World Press Photo".
Até ao próximo domingo ( 21 de Maio) vá ao Museu Nacional de Etnologia e veja as melhores e mais premiadas fotos da edição deste ano do mais prestigiado prémio de fotojornalismo, que é uma referência a nível mundial.
Aproveite o fim de semana para apontar na sua agenda que de 18 a 21 de Maio se realiza a segunda edição da ARCO e, à noite, não se esqueça que Salvador Sobral vai actuar no Eurofestival da Canção. Se por acaso ficar desiludido, porque ele não ganhou, sugiro-lhe que passe pelo Crónicas do Rochedo ao final da noite. Talvez lhe interesse o que reservei para si.
Finalmente, para livro da semana, escolhi o último livro de  um autor latino americano, cuja leitura concluí esta semana:"Cinco Esquinas" de Mário Vargas llosa .

Os leitores que me seguem há mais tempo, sabem o que penso do escritor peruano e da sua reviravolta ideológica, mas isso não me impede  de continuar a apreciar a sua escrita e os seus livros. 
Em "Cinco Esquinas", Vargas Llosa parece querer fazer um ajuste de contas com o regime escabroso de Fujimori e a alta sociedade limenha.
 Utiliza para isso como principais figuras a figura nojenta do director de  um pasquim, que (se) serve  (d)o regime, um industrial milionário e um advogado poderoso, cujas  mulheres  se envolvem num romance lésbico escaldante ( Hélas! Llosa explora pela primeira vez o erotismo e sai-se muito bem, convenhamos), um declamador decadente e uma figura sinistra do regime conhecida por Doutor.
O livro lê-se com muito agrado até ao momento em que se começa a suspeitar que tudo vai acabar em modo telenovela das 5 . Daí que no final tenha ficado com uma sensação de frustração.E foi pena, porque não foi a isso que o escritor peruano me habituou
Tenham um bom fim de semana e divirtam-se.