quinta-feira, 4 de maio de 2017

Memórias em vinil (CXXIV)

Deixo-vos com Nina Simone e " Ain't got no, I got life".
Fiquem bem. Boa noite

" Le Pen é uma simpatia"

Foto BBC News


(Na sequência do post anterior
Hoje dediquei algumas horas a ver notícias e a ler jornais. Em relação à vida interna nada de novo. As discussões sobre política e desporto continuam ao nível do cano de esgoto e a dominar o panorama informativo.  
Chamou-me, outrossim, especial atenção uma reportagem da RTP 3 feita em França, junto de emigrantes portugueses. Os entrevistados  afirmavam sem qualquer rebuço que no próximo domingo votarão Marine Le  Pen, porque " é muito simpática e vê bem os problemas da França".
Quando interrogados se não temiam as consequências da saída de  França da UE, o fim do euro, ou mesmo as medidas que ela preconiza contra  os emigrantes, as respostas foram perturbadoras, mas nada surpreendentes.
Elegi  como resposta mais simbólica "ela não vai fazer nada do que diz". 
Se  fosse eu a fazer a reportagem, de imediato teria perguntado " então porque vai votar nela?". Mas como a repórter de serviço não se  lembrou ou considerou inconveniente fazer essa pergunta, limito-me a confirmar aquilo que muitos rejeitam admitir: viver no estrangeiro não torna a maioria dos emigrantes portugueses mais esclarecidos. 
No entanto, como este caso  passado em Newark demonstra, muitos ficam mais egoístas e desumanos.  

Pas de nouvelles, bonnes nouvelles

Nos últimos 11 dias não me liguei à Internet e, quanto a notícias, via os 30 minutos do noticiário da meia noite da France 24,tempo mais que suficiente para ficar a saber o que de mais importante se passou no mundo durante o dia e ir acompanhando as eleições francesas. Uma vez por outra sintonizei a CNN ou  a BBC,para tentar saber qual a última loucura de Trump. 
Como é óbvio, durante este período não soube notícias de Portugal, nem embarquei nas ondas de indignação que diariamente inflamam as redes sociais, mantendo-me fiel ao princípio "Pas de nouvelles, bonnes nouvelles".
Devo dizer que esta cura me fez muitíssimo bem e confirmei o que já há muito suspeitava. Viver afastado das redes sociais faz bem à saúde mental, mas a blogosfera faz-me falta. É por isso que estou de regresso com muito gosto a este Rochedo, mas não penso ligar-me  ao FB nos dias mais próximos.
Por agora vou informar-me sobre o que se passou neste país nos últimos dias.