sexta-feira, 16 de junho de 2017

Teresa Leal Coelho e a estratégia da aranha



Chovem as críticas a Teresa Leal Coelho por ainda não ter começado a fazer campanha. Penso que a candidata do PSD está a ser bastante esperta.
Uma vez que não tem programa, nem faz a mínima ideia do que quer para Lisboa, porque nem às reuniões vai, Teresa Leal Coelho correria um grande risco se começasse a mandar palpites a quatro ou cinco meses das autárquicas. Além de dar uma trabalheira fazer campanha por Lisboa ( ela tem coisas mais interessantes para fazer, como ir passar fins de semana prolongados a Madrid para visitar o marido embaixador) a advogada de Vale e Azevedo não arrisca  abrir a boca, para não ser interpelada pela comunicação social e ficar com aquele ar de tonta que lhe conhecemos, sem saber o que responder. Prefere esperar que o "staff"  especializado em comunicação, contratado pelo PSD para a assessorar, lhe prepare uma cábula eleitoral com soundbites que não resistem a contraprova, mas que a comunicação social não terá tempo ( nem interesse?)  para desmontar, criando assim nos eleitores a sensação de que são grandes ideias.
Só aparecendo à última hora e com uma estratégia baseada no soundbite Teresa Leal Coelho conseguirá atrair o voto de eleitores que estejam fora daquele círculo que vota sempre no PSD, mesmo se o candidato escolhido pela Santana à Lapa for a Minie ou o Pateta.
Por outro lado, enquanto Assunção Cristas vai perdendo credibilidade com ideias estapafúrdias ( 20 estações de metro) e frases idiotas como " uso sempre calças quando visito bairros sociais" Teresa Leal Coelho vai capitalizando com o seu silêncio, os votos dos desiludidos com a líder centrista.
Devo dizer que a estratégia é tão boa, que não acredito ter sido ideia da candidata do PSD, mas sim do aparelho que a sustenta.

3 comentários:

  1. Se o próprio Partido de TLC está sem ideias ...

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  2. Eu votava na Minie e no Pateta mais depressa do que nesses marotos que aí andam...

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  3. Concluindo e resumindo, uma aldrabice!
    Quando assim os políticos assim procedem, não se pode esperar grande coisa deles. Vivem para os amigos, e o resto é paisagem.
    Palhaçada.

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