segunda-feira, 29 de julho de 2013

E se investigasses, Miguel? Talvez não fizesses essa pergunta...

… Noutro restaurante  de praia próximo, contei nove empregados e apenas dois eram portugueses. No vizinho do lado eram sete empregados, dos quais dois eram portugueses.No negócio de aluguer de gaivotas, pranchas, ski e motos de água, eram todos estrangeiros e até um dos nadadores-salvadores era ucraniano. Onde estão, então, os portugueses do Algarve a trabalhar? Resposta: no subsídio de desemprego. Eu sei que este discurso não é politicamente correcto e até pode conduzir-nos por caminhos perigosos. Mas lá que é assim, é. E dá que pensar.”
( Miguel Sousa Tavares, Expresso, 27 de Julho 2013)

Pois dá, Miguel.Ao ler isto, até me fizeste lembrar o puto Martin, tão incensado empreendedor do salário mínimo. Os argumentos dele são muito idênticos aos teus, Miguel. Ele também acha que pagar o salário mínimo é melhor do que estar a sobrecarregar o Estado com o pagamento do subsídio de desemprego. Desculpa lá, Miguel, mas vou pedir-te para desceres à terra durante dois minutos e ouvires o que tenho para te dizer.
 Eu, que percorro este país de lés a lés vezes sem conta, já me interroguei muitas vezes sobre isso, quando vi brasileiros, ucranianos, africanos ou moldavos, a trabalhar numa perdida aldeia alentejana, ou num recôndito lugarejo da Beira ou Trás os Montes. Como não queria deixar a pergunta suspensa  na minha dúvida, durante essas viagens  fui procurar a resposta. Sabes o que descobri, Miguel?
Que muitos desses  estrangeiros trabalham sem  horário, sem contrato e não recebem sequer o salário mínimo. Alguns vivem em instalações fornecidas pelo empregador, em condições que nem podes imaginar. A maioria é descartada pelos empregadores ao fim de alguns meses, porque  por cada despedido , está pelo menos uma dezena de imigrantes em fila de espera.
Pergunta a esses imigrantes, aí pelo Algarve, quanto ganham, em que condições vivem e o que lhes vai acontecer em Setembro, quando terminar a época turística.  Depois falamos, ok?

8 comentários:

  1. Já não ligo ao que MST diz. O homem tresanda a palermice e, muitas vezes, a ignorância dos factos.

    O que eu iria dizer já foi referido pelo Carlos.

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  2. Ai o que o alcóol faz, o que alcóol faz a esse pobre rapaz!
    http://www.youtube.com/watch?v=3FckpTRKAg4

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  3. O que querem é pôr portugueses e portuguesas a aceitar todos os desmandos por um prato de lentilhas e ainda a ficarem agradecidos/as!

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  4. Tenho alguma admiração pela frontalidade de MST embora por vezes seja incoerente. A sua máxima incoerência foi casar com a capacha do Portas Teresa Caeiro, com ares de senhora e falas de peixeira. berra que se farta, Além disso era a engagadora noturna quando se passeava de cinema em cinema para caçar a vitima, O meu grande professor Rómulo de Carvalho com o pseudónimo de António Gedeão escreveu: Eles não sabem nem sonham que o Sonho comanda a vida. Mas deveria actualizar e escrever Eles não sabem nem sonham que o sexo comanda a vida. Ele já não pode reescrever porque infelizmente já faleceu, mas faço-o eu lembrando-me do MST casado com aquele espécimen.

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  5. Eu estou desempregada, não concordo com o discurso do MST. Há casos para ser reflectidos mas, isto não é assunto para ser generalizado... o subsidio de desemprego é pequeno e limitado ninguem o prefere a ter um emprego honesto, legal que respeite direitos e garantias...

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  6. Olhar para a árvore e esquecer a floresta, dá nisto, não é?

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  7. MST por vezes dá tiros no pé...

    neste caso acho que tens razão e muita!

    beijo

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