sexta-feira, 19 de março de 2010

Portugal no feminino (15)

Palmira Bastos
(1875-1967)
Filha de espanhóis, nasceu em Portugal ( Alenquer) porque os seus pais faziam parte de uma “trupe” que apresentava peças de teatro de terra em terra.
Nasceu no teatro e representou quase até ao fim da vida. Não terá sido a maior actriz portuguesa de todos os tempos ( embora se encontre indiscutivelmente entre as maiores), mas trago-a aqui porque ela era a figura principal da primeira peça de teatro "adulto" a que assisti ao vivo. Foi no teatro Monumental, e a peça era “As Árvores Morrem de Pé”.
Ainda hoje sinto um arrepio percorrer-me de alto a baixo quando lembro aquela noite.No momento em que Palmira Bastos, batendo vigorosamente com a bengala no chão, diz “ As árvores morrem de pé!”, todo o público se levantou, empolgado, numa estrondosa salva de palmas. Percebi, pela primeira vez, a grande força do teatro. Arrepiante!
Palmira Bastos trabalhou no teatro até Dezembro de 1966, falecendo no ano seguinte.

6 comentários:

  1. Só vi na televisão, mas garanto que até hoje essa frase não me sai da cabeça...

    Outra grande mulher, sem sombra de dúvida!

    Também estou curiosa em saber se nesta apresentação vai aparecer outra muito badalada, nem sempre pelas melhores razões, pós 25A. :)

    Bom fim-de-semana!

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  2. Eu vi-a nessa mesma peça mas penso que no Teatro Avenida.
    A "força" com que dizia essa frase era impressionante...
    Abracinho

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  3. Chapeau! Chapeau!
    O Carlos tem um dedo de mestre para escolher as mulheres homenageadas.
    Não sabia, que a Palmira Bastos era de descendência espanhola.
    Sei sim, que a cena em que a Palmira Bastos bate com a bengala no chão, dizendo "As árvores morrem de pé!" é também para mim um dos momentos mais empolgantes de toda a minha vida de frequentadora assídua de teatro.
    Penso mesmo, que a partir desse dia deixei de ter vergonha de me chamar Palmira (segundo nome).

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  4. Acho que já havia lido sobre ela aqui.Deve ter sido uma mulher surpreendente!!! Por que é que algumas árvores precisam morrer, não é?

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