Estes idiotas dizem o que pensam e, como tal, não merecem castigo. Preocupante é saber que há políticos que pensam exactamente o mesmo em relação ao progresso dos seus países!
cronicasdorochedo
Palavras que chegam em ondas, envoltas no cheiro da maresia
Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
As virtudes de Maria
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| Quais são as suas virtudes, Maria? |
Maria Luís Albuquerque, secretária de estado do tesouro escolhida e mantida por Gaspar é, certamente, uma mulher cheia de virtudes. Só isso justifica que ainda se mantenha no cargo, enquanto outros secretários de estado foram corridos logo que cheirou a esturro nos contratos swaps.
Alguns especialistas classificaram os contratos assinados por Maria Luís Albuquerque na REFER, como exóticos. Provavelmente essa classificação deve-se ao facto de Maria Luís ter conseguido a notável proeza de colocar dois organismos sob a sua alçada a investigar os contratos por ela assinados. Elementar, não é? Outro exotismo é renegociar um contrato com a JP Morgan e, de caminho, entregar ao mesmo JP Morgan a assessoria na privatização dos CTT.
Esta técnica de contratar o assaltante para vigiar a casa é nova, mas deve ser eficaz, porque Maria Luís continua firme no seu lugar. Inamovível, mas não distraída. No mesmo dia em que o assunto era discutido na AR, conseguiu desviar as atenções para Sócrates.
Com efeito, sensivelmente à mesma hora, o grupo parlamentar do PSD divulgava um relatório sobre as PPP em que (quase) todo o governo de Sócrates é posto em causa.
Se a fundamentação for tão rigorosa como a escrita do relator, Sócrates e os seus ex-ministros podem estar descansados. O relatório final parece ter sido escrito por um aluno da 4ª classe com dificuldades de aprendizagem.
De qualquer modo, não deixa de ser curioso constatar que quando o governo está em apuros, salte logo para as primeiras páginas dos jornais algo relacionado com as malfeitorias de Sócrates. Certamente, também por coincidência, quando Portas questiona de forma mais viva algumas opções do governo, lá vem uma notícia sobre os submarinos. O caso BPN é que parece ter sido definitivamente enterrado. Cavaco também tem sabido apadrinhar este governo, portanto... agora que Relvas está fora, as virtudes da Maria Luís serão bastantes para assegurar o expediente.
Se eu tivesse uma varinha de condão...
... satisfazia de imediato este desejo de Manuela Ferreira Leite
Malgré tout, é minha convicção que, tal como ela, alguns milhões de portugueses ficariam felizes.
Malgré tout, é minha convicção que, tal como ela, alguns milhões de portugueses ficariam felizes.
Terça-feira, 18 de Junho de 2013
A(s) lista(s) de Schindler
O ministro desmentiu, mas a realidade é lixada e confirmou que Gaspar se quer ver livre de pelo menos metade dos funcionários públicos com contratos a prazo, até final do ano.
Torci o nariz, porque me pareceu que havia algo escondido naquela notícia. Fui investigar e deparei com uma situação ainda mais mal cheirosa. Acontece, quando se mexe na m.....
E o que é que encontrei? Nada de palpável, apenas um testemunho de um director -geral, porque aqui não haverá papéis, apenas palavras.
Segundo aquele responsável, o governo terá dado ordens aos serviços públicos para indicarem, até final de Julho, 15% dos funcionários dos quadros dos serviços que dirigem, que devem serdespedidos requalificados.
Torci o nariz, porque me pareceu que havia algo escondido naquela notícia. Fui investigar e deparei com uma situação ainda mais mal cheirosa. Acontece, quando se mexe na m.....
E o que é que encontrei? Nada de palpável, apenas um testemunho de um director -geral, porque aqui não haverá papéis, apenas palavras.
Segundo aquele responsável, o governo terá dado ordens aos serviços públicos para indicarem, até final de Julho, 15% dos funcionários dos quadros dos serviços que dirigem, que devem ser
Ou seja: até final do próximo mês, os directores gerais e equiparados terão de elaborar uma lista com nomes de funcionários que irão alimentar os Oliveira e Costa, Dias Loureiros, Ulrichs e demais banqueiros, instituições financeiras e administrações de empresas públicas que andam a roubar os contribuintes, com a aquiescência do governo.
Competirá a esses funcionários abdicarem dos seus salários para que o dinheiro vá directamente dos seus bolsos para os de um grupo de gatunos encartados e licenciados com alvará, por Vitor Gaspar y sus muchachos.
Não queria ser director geral por estes dias. Por amor à minha consciência recusaria elaborar uma lista de Schindler de funcionários públicos e condená-los ao desemprego, para satisfazer os apetites vorazes do etíope escurinho e sua comandita de agiotas.Teria de me recusar a fazê-lo e, obviamente, ser-me ia apontada a porta de saída por desobediência.
Tenho a certeza que muitos directores gerais terão os mesmos problemas de consciência. Tentarão tornear a questão o melhor que puderem, mas acabarão por obedecer às ordens superiores. Muitos passarão muitas noites intranquilas, com a consciência a provocar-lhes insónias por serem responsáveis pelo aumento do número de famílias em dificuldades. Outros, rejubilarão. Com um brilhozinho nos olhos aproveitarão a oportunidade para se desfazerem de funcionários incómodos, ou de quem simplesmente não gostam, por não serem suficientemente bajuladores, ou simplesmente " porque não vão com a sua cara".
Uns e outros contribuirão à sua maneira para aquilo a que Pedro e Gaspar chamam eufemísticamente " Reforma do Estado".
O cristão novo Portas aparecerá compungido, diante das câmaras de televisão, a lamentar a ocorrência, mas a dizer que a apoia em nome dos superiores interesses do país. Ou, por outras palavras, o interesse em manter-se agarrado ao pote, à custa de um exército de desempregados.
Para que a declaração produza mais efeito, encomendou previamente a Pires de Lima e outras personalidade do partido (onde se incluem dois membros do governo) uma moção de estratégia cheia de frases misericordiosas, assentes numa compungente vacuidade
Hitler enviou os judeus para as câmaras de gás, para defender a raça. Paulo Portas envia funcionários públicos para o desemprego, em nome da sua estratégia pessoal: manter-se à tona, custe o que custar. A diferença entre os dois é que Paulo Portas gosta de se fazer passar pelo homem bom que quer sempre o melhor para os portugueses e finge estar em desacordo com o governo. Uma Comédia de Enganos, onde só os parvos se deixam enganar.Peixinhos de aquário
Quase todos os meses há uma revista, uma agremiação desportiva, um canal de televisão, um site, ou uma esconsa associação de moradores, que escolhe Portugal como melhor destino turístico do mundo, melhor destino para viajar, melhor destino de praia, ou qualquer coisa que o valha.
Não deixa de ser curioso que, à medida que os portugueses empobrecem, Portugal se torne um destino turístico cada vez mais apreciado, apetecido e distinguido. De qualquer modo não me surpreende, pois a experiência ensinou-me que há hordas imensas de turistas que adoram viajar para ver os pobrezinhos e deles se condoerem no regresso a casa. Adiante…
Voltando às distinções que nos últimos meses têm enchido os portugueses de orgulho, são variadíssimos os justificativos para a escolha. Desde as paisagens à hospitalidade, passando pela qualidade das unidades hoteleiras e razoabilidade dos preços, ou pelas praias e belezas naturais, abundam os encómios dos promotores destas iniciativas para o nosso país.
Merece no entanto especial destaque, a deferência com que o portal internacional de viagens Globe Spots nos trata, ao justificar a escolha de Portugal como melhor destino turístico 2013. Pois é, caros leitores. A coscuvilhice, o mexerico , a bisbilhotice , a intriga ( em inglês, uma única palavra resume tudo isto: gossip) são consideradas características “very typical” dos portugueses.
Aliás, na perspectiva da maioria das organizações e publicações que nos atribuíram a distinção de melhor destino 2013, somos um povo porreiro para ser admirado como os peixinhos num aquário.
Há apenas um “porém”. Muita gente gosta de peixinhos, mas não gostaria de viver num aquário, ou gosta muito de animais mas prefere aqueles que se podem deixar ao vizinho quando vai de férias.
Talvez seja por isso que a maioria dos turistas que nos visita olha para nós com admiração. Somos porreiros para ser vistos do lado de lá do vidro, mas não muito aconselháveis para companhia. Tal como os peixinhos, a nossa manutenção é dispendiosa.
Qualquer dia, um turista da escola de Calvino chega aí, esvazia o aquário e leva consigo os peixinhos mais valiosos. Quer dizer... isso já está a acontecer, mas muitos pensam que se trata de emigração. Outros acreditam que vivem e respiram porque ainda têm água, mas esquecem que a água precisa de ser mudada com frequência, para que os peixinhos de aquário não morram envenenados...
Às vezes chegam cartas...
Já me tinham falado desta carta mas, como nos últimos dias andei arredado da blogosfera e das redes sociais, só hoje a pude ler, graças a uma leitora que teve a amabilidade de me enviar um link.
Há textos que nos reconciliam com a esperança, porque revelam que alguns jovens vêem o futuro para além do seu umbigo.
Há textos que nos reconciliam com a esperança, porque revelam que alguns jovens vêem o futuro para além do seu umbigo.
Segunda-feira, 17 de Junho de 2013
Quem ganhou e perdeu com a greve de hoje?
No final do post dou a minha opinião mas, antes, peço-vos que me acompanhem num pequeno exercício.
Não pretendo aqui discutir de que lado está a razão na greve dos professores aos exames, pois colocar a questão nesses termos levará sempre a opiniões apaixonadas. Cinjo-me pois aos factos e os leitores que tirem as suas conclusões.
Em Maio o governo apresenta uma proposta aos sindicatos que viabiliza milhares de despedimentos e alarga o horário de trabalho para 40 horas.
Os sindicatos reagem e, após várias reuniões em que o governo permanece inflexível, decidem marcar greve às avaliações. Marcam também um dia de greve para o dia 17 de Junho, que coincide com exames de Português e Latim do 12º ano.
O governo não cede e pede à Comissão Arbitral que defina os serviços mínimos. Esta decide que não há razão para estabelecer serviços mínimos e sugere que o governo remarque os exames a essas disciplinas para o dia 20 de Junho, data em que não há provas marcadas.
O governo recusa-se a aceitar a decisão, acusa os professores de fazerem os alunos reféns e insiste que os exames se realizarão no dia 17, como previamente estabelecido. Para o efeito, convoca 115 mil professores, que terão de vigiar 75 mil alunos ( mais de um professor por aluno).
Os sindicatos retribuem a acusação e dizem que é o governo que está a utilizar os alunos como armas de arremesso contra os professores.
Aumenta a instabilidade entre os alunos por não saberem se poderão fazer exame no dia 17.
O governo procura cativar a opinião pública para o seu lado, dizendo que propôs uma nova data para a realização dos exames de Português e Latim, mas os sindicatos recusaram.
Os sindicatos acusam o governo de estar a mentir e pedem a divulgação das gravações das reuniões.Dia 16, véspera de realização dos exames, o governo recruta comentadores e jornalistas para amplificarem a sua posição.
Chega o dia dos exames. Algumas escolas recorrem a todos os expedientes para garantirem a sua realização. Pervertem as regras, realizando as provas em cantinas e ginásios. Cerca de 90 por cento dos professores ( números divulgados pelos sindicatos) não comparecem. Mais de 22 mil alunos ( cerca de um em cada três) não conseguem fazer exame. Um número de alunos ainda não determinado fez as provas num ambiente de turbulência, porque muitos dos que não conseguiram fazer exame se revoltaram.
O governo avança com a data de 2 de Julho para a realização de novas provas para os alunos que não puderam fazer exames. Quanto aos que as prestaram em circunstâncias anómalas e ambiente de perturbação, o governo diz que caberá ao Júri Nacional de Exames decidir se podem ou não repetir o exame no dia 2 de Julho.
Analisados os factos, vejamos as consequências:
Para além de quebrar outras regras, o governo quebrou a regra da equidade e acrescenta aos exames do 12º ano um novo elemento de avaliação: a sorte.
Fosse porque tiveram profs para os vigiar, fosse porque o critério escolhido pelas escolas para decidir quem ia a exame os beneficiou, dois em cada três alunos puderam prestar provas na data agendada pelo governo. Um terço terá de as fazer em julho. Há uma desigualdade objectiva que ninguém de boa fé pode escamotear. Os alunos foram joguetes na luta entre governo e sindicatos e isso pode influenciar o seu futuro.
Cada aluno terá reagido à sua maneira mas só por má fé se pode dizer que todos estiveram em condição de igualdade no momento de prestar provas.
Perante isto, dou finalmente a minha opinião : O governo sofreu uma pesada derrota. Usou todas as aramas ao seu dispôr para que os exames se realizassem, perverteu as regras, desrespeitando o interesse dos alunos, a quem obrigou a fazer exame sob coação e só faltou requisitar os militares para vigiarem os exames.
Os profs deram uma grande manifestação de unidade e civismo.
Tudo se podia ter evitado se o governo não persistisse na sua teimosia e não se marimbasse para os interesses dos alunos.
Aos profs cabe o direito de fazer greve, seja em que dia for, porque em causa está o seu posto de trabalho.
Cada um terá a sua opinião mas colocar-se ao lado dos alunos, com o argumento de que é o seu futuro que está em jogo, é esquecer que os profs também têm direito ao futuro e esse passa pela defesa do seu emprego.
Defender os alunos, esquecendo que muitos deles são filhos de professores, correm o risco de ver os pais desempregados e sem possibilidade de lhes custear os estudos ( para além de outras privações) parece-me maniqueísmo e desprezo absoluto por quem luta pelo direito ao trabalho.
Atribuir aos profs a culpa pela não realização dos exames é, no mínimo, redutor. Claro que compreendo a posição do governo, mas é sempre bom não esquecer um pequeno pormenor:
A democracia tem regras. Os professores respeitaram-nas, enquanto o governo não só se recusou a aceitar a decisão dos árbitros, como decidiu continuar o jogo com regras por ele elaboradas à última da hora.
Poderão dizer-me que a razão está do lado do governo. Aceito. O que não aceito é que me digam que,depois deste episódio, continuamos a viver em democracia, porque isso é mentira. Só mesmo Cavaco Silva é que acredita que as instituições continuam a funcionar. Mas isso também não espanta… ele vive num mundo virtual, rodeado de bobos da corte que lhe dizem o que ele gosta de ouvir.
Quando foi diagnosticado Alzheimer ao meu avô, os filhos e netos também se esforçavam por não o contrariar…
Lições do Borda d'Agua
A comunicação social passou dois dias a anunciar aos portugueses que uns franceses garantem que este ano não teremos Verão. Qual é a novidade?
Em Setembro de 2012 comprei o Borda d'Água, e lá estava essa previsão. Além de prever um Verão muito curto, mas bastante quente e um Outono seco ( eu bem vos disse em Dezembro que o melhor este ano era marcarem férias para Setembro e Outubro...) também lá se podiam ler previsões sobre as tempestades do último Inverno e a escassez da produção agrícola. Só que isso não foi notícia, porque a comunicação social tuga está mais vocacionada para traduzir e amplificar notícias vindas de fora, do que em dar destaque ao que é nacional.
Já agora, graças ainda ao Borda d'Água, o CR está em condições de vos adiantar algo sobre a personalidade da filha de Assunção Cristas, que deverá nascer durante o Verão. De acordo com aquela prestigiada publicação, que muitos teimam em não levar a sério...
" Os que nascerem sob o domínio de Marte ( ncr: planeta que domina o ano de 2013) serão inimigos da paz e cheios de ira vivendo sem piedade, mentindo e enganando, pelo que se exige particular atenção a seus educadores, pois são crianças difíceis de educar mas também um desafio para a própria sociedade. A sua fisionomia será de rosto grande e com bastantes sinais, pouco cabelo,olhar espantado,pescoço comprido, nariz grande e largo, dentes largos e afastados, poucas barbas no sexo masculino, pés largos e grandes.( tenho a impressão que o Gaspar nasceu num ano regido por Marte).
A garota sairá à mãe, ou ao pai?
A garota sairá à mãe, ou ao pai?
Judite e Marcelo deram um espectáculo degradante ao validarem a mentira do governo
Miguel Poiares Maduro, fazendo jus a sucessor de Relvas, prestou-se a ser porta voz de mais uma mentira do governo. Segundo afirmou, o governo estaria disposto a alterar a data dos exames, mas os sindicatos não deram garantia de que não fariam greve nessa data.
Os sindicatos desmentem o ministro, garantem que nunca foi proposta uma data alternativa e, em defesa da honra, pedem a revelação da gravação.
Obviamente que o governo não respondeu ao repto e pediu apoio a Marcelo Rebelo de Sousa.
O professor não se fez rogado e na sua homilia dominical atingiu o grau zero da decência, ao garantir que o governo propôs uma data alternativa, mas os sindicatos recusaram. Para dar um tom de seriedade à sua afirmação, criticou o governo por não ter sabido denunciar o comportamento dos sindicatos.
Judite de Sousa sabia perfeitamente que Marcelo estava a mentir, ( os telejornais não se cansaram de dar a notícia da patranha do governo) mas deixou-o desbobinar a sua teoria conspirativa contra os sindicatos. Terminada a prédica, Judite deu a homilia por terminada. Logo de seguida, vê-se a imagem de Judite de Sousa a rir à gargalhada. Não percebi se a sua felicidade se devia ao facto de se sentir orgulhosa por ter participado neste embuste que terá enganado alguns milhares de portugueses, ou se estava deleitada porque, minutos antes, Marcelo lhe disse que tinha trazido uns chouriços para lhe oferecer.
Depois daquela cena no final da entrevista com Manuela Ferreira Leite, durante a campanha eleitoral para as legislativas de 2009 Judite voltou a denegrir o jornalismo.
Domingo, 16 de Junho de 2013
Obrigado!
Muito obrigado a todos/as os/as leitores/as que responderam ao meu apelo. Felizmente, a esmagadora maioria não tem dificuldades em entrar aqui. Havendo, no entanto, algumas dificuldades para alguns, vou tentar compactar um pouco mais a imagem, para que todos possam aceder sem dificuldade. Sei que isso irá piorar um bocadinho a qualidade, mas os leitores que me visitam merecem.
Muitos leitores não tiveram dificuldade em identificar a foto. Tirei-a em Miranda do Douro, em 2011, mesmo junto à Pousada de Santa Catarina.
Mais difícil será adivinhar onde tirei a fotografia da filial, que está aqui ao lado, mas aceitam-se sugestões.
Mais uma vez muito obrigado pela vossa colaboração. Estou quase de regresso a Lisboa e a retomar a actividade blogueira normal.
Sábado, 15 de Junho de 2013
Help me, please!
Alguns leitores queixaram-se que têm muita dificuldade em entrar aqui no CR, porque a foto do header é muito pesada. Já a compactei, mas pelo menos uma leitora continua a dizer que sempre que aqui tenta entrar, o computador dela vai abaixo.
Agradecia que me dissessem se têm as mesmas dificuldades e, em caso afirmativo, se a situação piorou depois de eu ter mudado o visual
MUITO AGRADECIDO!
Já agora, muito obrigado pelos elogios que têm feito à foto que escolhi para o header. Sabem onde é que a tirei?
Agradecia que me dissessem se têm as mesmas dificuldades e, em caso afirmativo, se a situação piorou depois de eu ter mudado o visual
MUITO AGRADECIDO!
Já agora, muito obrigado pelos elogios que têm feito à foto que escolhi para o header. Sabem onde é que a tirei?
Sexta-feira, 14 de Junho de 2013
A Fórmula do sucesso
Goste-se ou não dos seus livros ( e eu não gosto...) é imperioso reconhecer que José Rodrigues dos Santos é, hoje em dia, um dos escritores portugueses com maior sucesso de vendas lá fora. Não é fácil a nenhum escritor entrar para os tops dos mais vendidos em França, mas JRS está lá com dois livros: "A Fórmula de Deus" e "O Último Segredo" conquistaram os leitores franceses. Chapeau!
Relvas II
Se andavam com saudades do Relvas, animem-se. O homem já tem substituto à altura. Mais lambidinho e mais blasé, Poiares Maduro pensa e age dentro dos parâmetros do ministro que abandonou o governo "por já não ter condições anímicas".
Tal como Relvas, Maduro tem dificuldades em expressar-se em português e pratica a política do "cada cavadela cada minhoca". Ainda não acertou uma, está cada vez mais colado a PPC e já se esqueceu das críticas que tecia ao governo até duas semanas antes de ser convidado para ministro. Além de ser uma decepção, é um embuste. Não tardará a regressar a Florença, de onde nunca devia ter saído.
Claro que o inefável professor Marcelo lhe encontrou uma virtude: pôs Passos Coelho a falar de política!
Para Marcelo, falar de política é fundamental ( quiçá suficiente) para resolver os problemas do país. Estamos mais descansados.
Em defesa de Cavaco
Cavaco defendeu o investimento na agricultura e as pessoas espantaram-se, mas não têm razões para isso. Cavaco foi sincero. Ele próprio se fartou de investir na agricultura, construindo auto-estradas. O Oliveira e Costa convenceu-o que os pórticos das portagens nas auto-estradas eram árvores das patacas.
Ainda sou do tempo...
... em que Pedro Passos Coelho dizia que o Estado era uma pessoas de bem , cumpria os seus compromissos e pagava as dívidas.
Em pouco tempo passou de honesto a caloteiro e de cumpridor a violador da lei, recusando-se a pagar os subsídios de férias aos funcionários públicos e reformados no prazo previsto na lei. Para já, apresentou Cavaco como seu fiador.Vamos ver se quando os funcionários públicos e os reformados começarem a pedir em tribunal o pagamento de juros de mora, se apressa a pagar ou nomeia o gabinete de S. Bento à penhora.
Quinta-feira, 13 de Junho de 2013
Virgens fora da política. Já!
Desde que Cavaco convocou a Virgem de Fátima para justificar a avaliação positiva da troika, que as Virgens não param de interferir na política portuguesa.
Agora, serviu para o governo justificar a marcação das eleições autárquicas para o dia 29 de Setembro.
A oposição queria que as eleições tivessem lugar em Outubro ( 6 ou 13), enquanto os partidos do governo preferem setembro para que se realizem antes da apresentação do OE 2014 Obviamente que ganhou o governo, mas vale a pena lembrar os argumentos invocados pelo PSD.
Explicou Macedo que a 13 de outubro não se podiam realizar, porque até os partidos da oposição concordam que é um dia muito especial para os portugueses ( o PCP foi o único partido da oposição a invocar esse argumento, o que não deixa de ser muito curioso!)
E porque não podiam as eleições realizar-se a 6 de Outubro? O mesmo Macedo explicou que sendo a véspera (dia de reflexão) o 5 de Outubro, isso inviabilizaria as comemorações dessa data "tão importante na História do nosso país!" Macedo só não explicou uma coisa: se o PSD considera o 5 de Outubro uma data tão importante, porque é que o governo acabou com o feriado?
Tenho de reconhecer que os argumentos invocados pelo PSD são plausíveis e concordo com eles, mas não deixo de lembrar que, mais uma vez, foram os desígnios de Deus, ao elaborar o calendário para 2013, a determinar que fosse feita a vontade ao governo. É no mínimo preocupante, mas não tanto como os argumentos invocados pelo CDS, pela voz de um deputado cujo nome se me esvaiu:
"O importante é que a campanha eleitoral seja curta para não desperdiçar dinheiro.Os contribuintes não aceitariam isso" - esclareceu o deputado da O melhor era acabar com eleições, não lhe parece, senhor deputado? Esteja descansado, porque para si vão mesmo acabar no próximo acto eleitoral. O seu partido voltará a ser o partido do táxi e creio que quando o senhor lá quiser entrar, a lotação já estará esgotada.
Quadras de Santo António
Ó Santo António, meu velho,
Sei que gostas de animais
Pede lá ao coelho
Que não nos roube mais
Anda daí bailar
Nesta noite de folia
Ma não queiras p'ra teu par
O marido da Maria
És um santo popular
Tens fama de casamenteiro
Serás capaz de casar
O Portas trampolineiro?
Já não posso mais rimar
Estou muito mal disposto
Avistei ali o Gaspar
Vem aí mais um imposto...
Sei que gostas de animais
Pede lá ao coelho
Que não nos roube mais
Anda daí bailar
Nesta noite de folia
Ma não queiras p'ra teu par
O marido da Maria
És um santo popular
Tens fama de casamenteiro
Serás capaz de casar
O Portas trampolineiro?
Já não posso mais rimar
Estou muito mal disposto
Avistei ali o Gaspar
Vem aí mais um imposto...
O triste espectáculo de Tugalândia
Pedro Passos Coelho foi à Feira de Santarém. Pisou uma poia, tagarelou para as televisões com umas loiras contratadas que lamentaram a sua magreza, confirmou que é caloteiro e se está nas tintas para as decisões do TC e depois, sem se rir e com uma lata indescritível, saiu-se com isto
Horas antes, Cavaco fazia de indignado e deixou o PE a rir baixinho
Ainda lá por fora, perante o encerramento da televisão grega, o cherne remeteu-se ao silêncio e foi enxovalhado por uma ex-ministra de Sarkozy.
Na AR o ministro Álvaro vestia o fato de oposicionista ao governo e ria à gargalhada, enquanto um deputado achincalhava Gaspar, naquele que terá sido um dos mais violentos ataques feitos a um ministro na AR.
Na AR o ministro Álvaro vestia o fato de oposicionista ao governo e ria à gargalhada, enquanto um deputado achincalhava Gaspar, naquele que terá sido um dos mais violentos ataques feitos a um ministro na AR.
A imagem da Tugalândia, por estes dias, anda pelas rua da amargura.
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