segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (66)


Foi Frankie  Valli quem criou esta canção, um dos grandes sucessos do verão de 1968. Lembro-me perfeitamente da capa do disco, mas na verdade não o tenho no meu baú. 
Tenho sim este "Can't take my eyes off you" interpretada por Gloria Gaynor.
Se não conhecem, não percam.
Boa noite e boa semana

Conversas com o Papalagui (74)

-Então, tuga, foste ao lançamento do livro do Cavaco Silva?
- Não
- Então porquê? Aquilo foi um acontecimento importante e a sala estava a abarrotar
-Pois...mas eu  não reúno  nenhuma das condições necessárias para poder lá estar
- Que condições, tuga?
- Não tenho idade. Não sou  amigo dele. Não sou corrupto, nem sou arguido em processos relacionados com crimes de corrupção. Não enriqueci à custa do Cavaco e, "last but not the least", também nunca lhe dei dinheiro a ganhar, porque não percebo nada de bolsa. Chega?

Cuidado! Perigoso comunista à solta


Pelo menos desde 2012 se sabe que, para poder crescer, Portugal tem de reestruturar a dívida.
Essa hipótese começou por ser avançada por PCP e BE, mas não tardou muito até que Manuela Ferreira Leite e outras personalidades ligadas ao PSD e ao PS defendessem o mesmo.
Os mafiosos pafiosos que andaram a destruir o país durante mais de quatro anos nem queriam ouvir falar de reestruturação da dívida.  Sentados nos seus postos ministeriais, em empresas públicas ou  nas bancadas parlamentares a viver à conta do contribuinte, a  matilha que assaltou o poder acenando com um programa que nunca cumpriu, insistiu sempre na necessidade de infligir uma punição aos portugueses, obrigando-os a pagar a dívida até ao último cêntimo, de acordo com as regras impostas pela troika. Nem que para tal fosse necessário exigir aos trabalhadores trabalho à borla para  o resto da vida e aos pensionistas que abdicassem da totalidade das suas pensões até à morte.
Para aquele grupo de canalhas, quem falasse em reestruturação da dívida ou era comunista, ou vivia noutro planeta. 
A geringonça devolveu a trabalhadores e pensionistas o que o governo dos abjectos pafiosos lhes tinha roubado. Diminuiu a dívida e baixou o défice para níveis históricos, demonstrando que havia alternativa à austeridade cega e vingativa perpetrada por um governo maioritariamente constituído por retornados ressabiados, cujo  programa se resumia a uma única palavra:VINGANÇA
Se outros méritos não tivesse, a geringonça conseguiu o inimaginável: infiltrar um comunista  na CIP e, através de manobras eleitorais, fazê-lo eleger presidente.
Só assim se explica que António Saraiva tenha defendido,este fim de semana, a reestruturação da dívida portuguesa," para aliviar Portugal desta pesada mochila"
Temos de ter muito cuidado, porque os comunistas estão em toda a parte!

Trump and Mr Steps


Faz hoje um mês que Donald Trump chegou à Casa Branca.
Por razões que desconheço, a comunicação social portuguesa escondeu a presença de Mr. Steps no evento.
Passo por isso a divulgar o que se passou nesse dia em Washington, na Pensylvannia Avenue.
Após a tomada de posse, Zacharias Willmot, o mais respeitável conselheiro, disse ao presidente americano que lhe iria apresentar um sósia.
Intrigado e descrente, Trump perguntou:
- Mas onde raio foste encontrar um sósia meu, se eu sou único, Zac?
- Vive em Portugal mr. President. É Mr Steps Rabbitt
- Portugal? Mas isso é no Norte de África, Zac. Como é que  entre essa gente eu podia ter um sósia?
- Portugal fica na Europa, mesmo ao lado de Espanha, mr President.É a terra do Cristiano Ronaldo. Mr Steps Rabbit é branco e  também tem o cabelo alaranjado e olhos claros.
- Que coincidência! E eu a pensar que o Cristiano era africano. Apresenta-me então esse tipo,Zac
No final da cerimónia de tomada de posse, Willmott mandou entrar Mr Steps que, sorridente e altivo, se aproximou de Donald Trump de mão estendida, para o cumprimentar.
Trump olhou-o fixamente, estendeu-lhe a mão, mas logo a retirou e, em tom de desafio, perguntou a Willmott:
- Podes explicar-me quais são as semelhanças entre mim e este lambidinho,Zac?
- Fisicamente poderão não ser como duas gotas de água mas se reparar bem, mr President, vai encontrar muitas semelhanças. Onde são iguaizinhos é no cérebro. Pensam os dois exactamente da mesma maneira. 
- Ah sim? Então e Mr Steps é presidente do país do CR 7?
- Já foi prime minister como a Theresa, mr. President, mas apesar de ter ganho as eleições em Portugal,  a esquerda é que governa...
- Mau, Zac. Então ele é mais parecido com a Hillary do que comigo. Ela  teve mais votos, mas quem governa sou eu. Não percebo porque dizes que ele é meu sósia.
- Desculpe a insistência, mr President, mas mr Steps pensa exactamente da mesma forma que o senhor. A única diferença é que não diz e os portugueses ainda não sabem
- Ah estou a perceber. Portanto, mr Steps é tímido e  quer que eu vá ao país dele dar-lhe uma mãozinha para que o povo do Cristiano  fique a saber que somos amigos e o elejam. True?
-Exacto mr. President
- E o que tem mr Steps para me dar em troca? Não quero hotéis, porque não entro em concorrência com o CR7 e bancos também não me interessam....
- Bem, mr President, quando foi pm, mr Steps vendeu quase tudo o que havia para vender aos chineses e à Lady Merkel.  Agora só se forem os transportes e uns hospitaizecos que ainda são públicos.
- Ah,  ah ah! Well done, Zac. Eu vou lá ajudar mr Steps, mas tenho de me encontrar com  o Ronaldo. Quero que ele compre tudo o que os chineses já compraram. And you, mr Steps, quais são os seus planos depois de eu o fazer eleger President  do país do Ronaldo?
- Expulsar os refugiados e  construir um muro na fronteira com Espanha, porque eles estão a fazer um cemitério nuclear e isso é muito perigoso...
-Nuclear? Mas isso é great, mr Steps! Nada de construir muros. Eu quero é construir umas centrais nucleares no seu país. Depois vendo-lhas a bom preço. Negócio fechado. O seu  país tem mar,mr Steps?
- Milhares de quilómetros de costa marítima mr. President
- Good! Então quero construir onde me apetecer, sem  essa treta dos impactos ambientais. Agree, mr Steps? Good. Zac marca lá a visita  rápido. Já vi que o país de mr Steps é  muito bom para o negócio e não posso perder tempo. Time is money.
- E não gostaria de conversar um pouco com mr Steps sobre as suas ideias? 
- Para quê? Se ele é meu sósia, executa aquilo que eu penso e negócio fechado. Não tenho tempo para conversa fiada. Boa tarde, mr Steps. Foi um prazer negociar consigo, conhecê-lo.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Dia do Postal Ilustrado (41)

Postal de 1970 enviado por um dos meus irmãos. Nessa altura nem imaginava que dali a uns anos viveria em Genève durante três meses. Infelizmente, invernosos!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Chazinhos da Paróquia (6)



Anuncia-se um fim de semana de sol, pelo que prevejo grandes aglomerações à beira mar. Toda a gente está desejosa de por os corninhos ( não tomem à letra, p.f.) ao sol e as estradas, pejadas de automóveis, vão todas desaguar no litoral.
A minha  primeira proposta para este fim de semana é uma ida até à capital da laranja.
Não sabe onde é? Então eu mostro-lhe aqui
Agora que já sabe meta-se ao caminho. Quando  lá chegar tome um chazinho de laranja e acompanhe com um queijinho de amêndoa, um D. Rodrigo ou uma fatia de tarte de alfarroba, amêndoa e chocolate, um manjar que é de comer e chorar por mais.
Depois vá ao recinto da feira  para provar outras iguarias  e, se quiser, aprender a cozinhar diversos pratos que têm  como base a laranja. À noite terá oportunidade de assistir ao concerto dos Deolinda. 
Mas,para que perceba melhor o que lá se vai passar, veja este curto video ( 40 segundos)

Não tenha pressa em regressar a casa, pois tem suficientes motivos de interesse que justificam a sua permanência  por aí no fim de semana.
Não faltam locais magníficos e para todas as bolsas onde se alojar. Como gosto de acordar e ouvir o barulho das ondas,  sugiro que passe a noite no Hotel Dom João II ou na Pousada de Sagres
No domingo de manhã levante-se cedo e faça uma caminhada por aqui. Desfrute das esplanadas e dê um salto até à praia
Da parte da tarde vai querer ir a Faro. Às 16 horas, no Teatro das Figuras, realiza-se um espectáculo integrado nas comemorações do 30º aniversário  da associação  José Afonso- coincidentes com os 30 anos da sua morte, que se assinalam no dia 23 de Fevereiro.

Ao longo de todo o ano a associação vai realizar espectáculos e apresentar  exposições em  diversos pontos do país, com o objectivo de manter viva a memória  do Zeca e divulgar a sua  música aos mais jovens.
Francisco Fanhais, Manuel Freire,  Rui Pato, B Fachada e a banda de blues “The Fried Fanekas”   são alguns dos artistas que actuarão neste primeiro concerto.


Terminado o espectáculo, regresse a casa e assista, na RTP 1, à primeira eliminatória do Festival da Canção. Este ano com roupagens novas e o dedo de Júlio Isidro, o festival vai contar com a participação de  nomes bem conhecidos. 
Rita Redshoes, Luísa Sobral, Nuno Feist , Nuno Gonçalves e Márcia são alguns dos compositores convidados pela  RTP para compor as 16 canções que serão interpretadas por artistas tão diversos como Rui Drummond ou Lena d´Água e vozes portentosas como as de  Deolinda Kinzimba ( vencedora do The Voice) e Kika  ( vencedora do Factor X).

E como se  vai fazendo tarde e o programa está bem preenchido, não me parece que tenha tempo para ir ao cinema, ou ler um livro mas, para quem não sai de casa ou fica por perto, aqui ficam as sugestões.



Livro- O que nos separa dos outros por causa de um copo de whiskey ( Patrícia Reis)  Um monólogo de um português, num bar de Macau, tendo como interlocutora imaginária a empregada que está do outro lado do balcão. Prémio de Literatura do Lions Portugal, destaca-se neste pequeno livro /novela a linguagem da escrita de Patrícia Reis, que me atrai desde o seu primeiro livro,  publicado em 2004 (Cruz das Almas) e, muito particularmente nos romances 
 "No Silêncio de Deus", "Antes de Ser Feliz" e "Amor em Segunda Mão"

Filme- Para esta semana sugiro Jackie. Uma biografia de Jackeline Kennedy/Onassis com uma sublime interpretação de Natalie Portman.

Tenham um excelente fim de semana

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (65)


Chamavam-lhe o Elvis Presley italiano mas, quando muito,  Bobby Solo seria a vertente romântica do King. 
Na minha discoteca está esta canção, com que venceu o festival de Sanremo em 1968: "Si piangi si ridi". 
Mas há dois outros grandes sucessos que logo me vêm à memória " " Io que non vivo (piú di un ora senza te)" e "Una lacrima sulviso" (1964).
Esta última canção tem uma história interessante. Foi interpretada por Bobby Solo no festival de Sanremo em 1964 e foi a canção mais votada mas Bobby Solo não pôde ser declarado vencedor, porque no dia do festival estava doente e teve de cantar em playback, o que o regulamento não permitia.
Um cantor francês sem grande expressão em Portugal (Lucky Blondo) popularizou a versão francesa, com o título "Sur ton visage une larme".

Para quem não se lembra de Bobby Solo, aqui fica a capa do disco do Elvis italiano.
Tenham um excelente fim de semana. Sem lágrimas.  Se alguém ficar com tremuras,  aqui fica desde já o convite para um chá de casca de laranja que será servido na manhã de sábado, aqui no CR

As praxes do Casino

Durante o Verão os jardins do casino do Estoril foram palco de animadas caças aos Pokemons. 
Chegados ao Outono os Pokemons deram lugar a estudantes caloiros e a profissionais da praxe..Para surpresa minha, as praxes adentraram Dezembro afrontando os finais de tarde, que um sol  pálido e tímido não conseguia aquecer
Em vésperas de Natal, jovens em traje desportivo, penico na cabeça e garrafas na mão, dispunham-se em vários círculos, aguardando as sentenças ditadas pelos praxantes.
Quando as praxes se realizam na praia, não é perceptível o que dizem, mas nos jardins a tarefa torna-se mais fácil, pelo que decidi passar calmamente  e tentar captar, aqui e além, algumas frases com sentido.
Ao passar por um dos grupos reparei que os jovens caloiros estavam mais exuberantes do que os outros
 Aproximei-me para tentar perceber  o que lá se passava. 
Um tipo fininho, com voz de eunuco, manifestava a sua autoridade falando desmesuradamente alto.  Para dar ênfase a algumas palavras, pontuava-as com gestos teatrais.
Percebendo que os caloiros estavam na galhofa, gesticulavam, conversavam e não lhe prestavam atenção, o praxante afiambrou a voz, pigarreou e, no tom maís grave que conseguiu extrair das cordas vocais, asseverou: 
- Eu vejo muito bem o que vocês estão a dizer. Tenho olhos em todo o lado. Cuidado, porque eu até vejo pelo olho do cú!
Foi então que se ouviu uma voz saída do círculo de caloiros:
- E esse está bem aberto!

O "Pintassilgo"



Quando andava no primeiro ciclo do liceu  ( actual 5º e 6º ano)  tinha um colega muito malandreco, danado para pregar partidas e fazer tropelias. 
Para evitar ser apanhado, tinha um estratagema que funcionou bem durante bastante tempo. Curiosamente, foi em sua casa que foi desmascarado.
Um dia, danado por provar a marmelada feita pela Mãe, "assaltou" a despensa. A coisa correu mal e, para além de partir a tigela que tinha "roubado", partiu duas garrafas de vinho de uma colheita que o pai guardava para servir aos amigos.
Como sempre fazia, o "Pintassilgo" ( era essa a sua alcunha) apressou-se a dizer à Mãe que tinha encontrado a tigela e as garrafas partidas quando ia à despensa, a pretexto de  satisfazer um pedido da avó. Claro que foi rapidamente descoberta a patranha.
Lembrei-me do Pintassilgo a propósito da demissão de Matos Correia  da comissão de inquérito à CGD.
Quando PSD e CDS começaram a perceber que no relatório final ficaria claro que tinham o rabo trilhado no caso, arranjaram um estratagema.  Começaram  por  se agarrar ao caso Centeno como cães raivosos.Quando perceberam que os portugueses estavam a ficar fartos da telenovela, desviaram o escopo da comissão da CGD para Mário Centeno. 
Como a esquerda não caiu na esparrela, Passos precisava de encontrar uma saída airosa, que lhe desse  oportunidade para  fazer aquilo em que é expert: vitimizar-se.
Mandou Matos Correia demitir-se  e acusar a esquerda de estar a boicotar a comissão e a colocar em risco o normal funcionamento das instituições.
O problema é que, apesar de contar com o apoio da comunicação social, a opinião pública não é parva e já não vai nas patranhas do coelho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (64)



Também conhecido por sr 100 000 volts, Gilbert Bécaud ( 1927-2001) é um nome incontornável da música francesa.
Teve dois sucessos estrondosos. "Nathalie" (1964) e "Et Maintenant" (1961).
Por razões óbvias ( o momento político e as incertezas sobre o futuro do planeta) escolhi "Et Maintenant".
Boa noite!

Caderneta de cromos (57)


António Lobo Xavier, conselheiro de estado, amigo de António Domingues decidiu ( fazendo fé no que leio e oiço na comunicação social) dedicar-se à bufaria, revelando o  conteúdo de SMS trocados entre Mário Centeno e António Domingues.
Neste país de embusteiros, em que qualquer tipo desprovido de carácter chega a conselheiro de estado, nenhum jornalista se deu ao trabalho de investigar as relações entre Xavier e Domingues.
Com um bocadinho de esforço, até eram capazes de conseguir que Lobo Xavier denunciasse os nomes dos seus clientes que têm calotes à CGD!
Depois de Dias Loureiro, temos agora Lobo Xavier a demonstrar que há cromos que andam sempre com a ética na boca, mas não têm qualquer pudor em desprestigiar um cargo, para defender interesses pessoais.
António Lobo Xavier é um desses cromos.

Os caminhos da Assunção

No último fim de semana, Assunção Cristas foi ao Congresso do PP espanhol e botou discurso. 
Já todos percebemos que quando a líder do CDS abre a boca ,ou entra canção  do Tony Carreira, ou sai asneira. Ora nesta visita ao homólogo vizinho, mais uma vez saiu asneira. Durante uma intervenção a que poucos terão prestado atenção, Cristas lamentou que Portugal não tivesse seguido o caminho de Espanha.  
Ainda pensei que Cristas se estivesse a referir às maravilhosas praias espanholas, ou ao caminho de Santiago, mas não,  era mesmo ao caminho político traçado pelo PP. 
Movido por uma curiosidade indomável, fui ver qual tinha sido o caminho de Rajoy.
Seguindo a senda de anos anteriores, Espanha vai fechar 2017 com um défice de 3,5% , ultrapassando largamente o teto máximo do défice estabelecido pela EU.
O desemprego deverá fixar-se, no final do ano, em 17,8% .
A dívida pública continuará a aumentar
Face a estes números perguntei-me por que razão lamentava Cristas que Portugal não tivesse seguido o caminho de Espanha.
A resposta era simples: Cristas queria que Portugal crescesse ao ritmo de Espanha (2,3% este ano e 2,1% em 2018) e  acima da média europeia.
Ou seja: a pimba de Aveiro queria o “filet mignon. Talvez não rejeitasse a elevadíssima taxa de desemprego de “nuestros hermanos” ( ela está aviada, portanto os outros que se lixem), mas certamente recusaria o elevado défice, já que o cumprimento do défice foi o cavalo de batalha do governo a que ela pertenceu.
Ora como nestas coisas de economia parece que não há milagres, crescimento económico acima da média europeia só com um défice elevado. Ora para conseguir atingir um défice de 2,9 em 2018, Espanha precisa de um ajuste de 11 mil milhões que, obviamente, não irá fazer.
Porquê? Porque apesar de tudo Rajoy não é tão estúpido como Passos e a oxigenada das finanças. Aposta no crescimento e marimba-se para o défice. 
Portanto, o melhor é Cristas tirar o cavalinho da chuva. Se quiser regressar ao governo como muleta do PSD, já sabe que terá de seguir o guião da dupla Marilú/ Coelho. Traduzindo por miúdos:  ouvir durante quatro anos o parceiro a dizer  que o objectivo principal é reduzir a despesa e manter o défice abaixo dos 3% e não conseguir uma coisa nem outra.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (63)


Canções como "Diamonds are Forever" e "Goldfinger" valeram-lhe o epíteto de James Bond's Voice mas Shirley Bassey , que em Janeiro fez 80 anos, foi muito mais do que isso e fez uma carreira recheada  de sucessos, graças à sua poderosa vez.
Cantou grandes clássicos como  "Something", "Yesterday", " Where do I begin" ( do filme Love Story)  "New York, New York",  " Don't cry for me Argentina" ou  "The Magic is you" imprimindo sempre um cunho muito especial às suas interpretações.
Tal como ontem escrevi sobre Aretha Franklin, poderia estar aqui um mês a recordar grandes sucessos de Shirley Bassey, mas fico-me por um tema que considero fabuloso e faz parte da minha discoteca de vinil " Never ,Never, Never".

Vamos contar mentiras?

Parece não restarem dúvidas sobre a trapalhada em que Centeno se meteu por causa da CGD. Fez-se de “Lucas”, mas no ar ficou a pairar a ideia de que terá criado em António Domingues a expectativa de que poderia eximir-se à declaração de rendimentos
Dou isso de barato e até admito, sem qualquer rebuço, que a sua prestação na AR tenha sido pautada por frases dúbias. Razão para que Centeno se demitisse?
Se os mesmos critérios tivessem sido seguidos no tempo do governo anterior, metade dos ministros não tinham chegado a meio do mandato. Esqueçamos as mentiras de vários ministros. Esqueçamos as aldrabices de Passos Coelho, porque têm uma justificação: o ex pm é um aldrabão compulsivo e isso costuma tratar-se clinicamente e não com política.
Cinjamo-nos, pois, às prestações da homóloga de Centeno  no governo dos pafiosos.
A oxigenada ministra das finanças disse na AR que não tinha sido informada das swaps das empresas de transportes. Ficou provado que mentiu
Garantiu nunca ter tido contacto com quaisquer swaps quando trabalhava no IGCP- Ficou provado que mentiu.
Em Portugal afirmou sempre que os cortes nas pensões e salários eram temporários. Veio a saber-se que ela garantiu aos amigos Schaueble e Djissolboem que esses cortes seriam definitivos.
Também me recordo das mentiras de Marilú sobre o Novo Banco e o BANIF. E lembro-me de muitas outras minudências que mostram o carácter da oxigenada que substituiu Vítor Gaspar, provocando a demissão irrevogável de Portas ( durante 10 minutos).
Face a tanta mentira, Marilú demitiu-se? O mentiroso compulsivo Passos Coelho demitiu-se? Não. Então por que raio haveria de demitir-se Centeno?


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (62)

Em Dia de S. Valentim, esta deve ser uma das frases mais ouvidas.
Pareceu-me por isso muito apropriado trazer este "Stand by me"  na voz de Ben E King.
Por acaso não tenho este disco, mas isso agora não interessa nada.
Boa noite e..."stand by me" todos os dias neste rochedo.

Sócrates, a Geração S. Valentim e um toque de Al Capone

Hoje* encontrei no metropolitano um par de namorados sub-25 com QI abaixo dos 30.
Não conhecem o género? Então eu explico…
Ele veste jeans coçados e usa o cabelo em pontas, empastelado de gel. Quando se senta no metro, põe os ténis ( ou as botas da tropa do irmão mais velho) sujos de lama, no banco da frente, para desmotivar alguém que pretenda ocupar o lugar.
Ela usa collants de cor garrida e uma pequena tira de pano em volta da cintura a fingir de saia, coloca os pés em cima do colo dele e envolve-lhe o pescoço com os braços, para não o deixar fugir.
Ambos mascam chiclets enquanto falam. Ela começa as frases sempre com “Ó Môreeeee!” em tom de barítono e ele responde-lhe em contralto: “Fala mais baixo C……”
Agora que já identifiquei o género, passo ao relato.
Sentei-me em frente dela, desejando que não tivessem trocado de lugar antes de eu entrar e comecei a ler o Metro, sem prestar atenção à conversa deles. Pouco tempo depois , a voz dela eleva-se e pergunta:
“Ó Môreeee! Quantos SMS envias por dia?”
Percebi logo que estava a ler o meu jornal ( a noticia de capa era “ Cada jovem envia 235 SMS por dia” )e decidira comentá-lo em voz alta. Ele não parecia interessado na réplica, por isso respondeu com ar de enfado:
“Sei lá C……. Não faço contas a essas m….”
Ela mudou de assunto:
“Ó Môreeee!” os Xutos fizeram anos ónte…”
Percebi que tinha acabado de ler a primeira página  do meu jornal e suspirei de alívio. Na estação seguinte, ele saiu. Trocaram um Chuak sonoro e ela disse-lhe em tom de despedida:
“ Môreee, telefona-me quando chegares ao Cól Centre”
Ecoaram-me, sibilinas, as palavras de Sócrates na inauguração de um “call center “ em Santo Tirso: “Trabalhar num call center é um emprego de futuro”.
Pensei para os meus botões:
“Atão num é, Môreee!”

* Na verdade este episódio passou-se em 2009 mas, como não me ocorreu nada imaginativo para partilhar convosco neste dia, fui repescar esta cena. Espero que me perdoem.
 Aproveito também para recordar que apesar de  estarmos a pensar no Dia de S. Valentim e em amor, que foi neste dia, em 1929, que Al Capone matou um grupo de membros do seu rival num sangrento confronto ( para relembrar o episódio, vejam "O Rochedo das Memórias" nº 89)

Deixa-me cheirar teu bacalhau!



Cristas  entusiasmadíssima no concerto de Tony Carreira

A conferência de imprensa de Centeno confirmou aquilo que já todos sabíamos: o ministro das finanças é um zero absoluto em termos de comunicação. E depois?

Bem, depois é melhor avisar Cristas, Coelho e restantes animais de estimação, que os portugueses preferem um ministro das finanças que resolva os problemas do país, a uma oxigenada que fala, fala e só conseguiu afundar Portugal mais do que já estava no tempo de Gaspar. 
Portanto meus queridos líderes oposicionistas, percebam de uma vez por todas que Portugal não é uma latrina, pelo que devem despejar os vossos vómitos de ódio a Centeno e à geringonça nas sedes dos vossos partidos.
Compreendo que deve ser muito chato andar 5 anos a dizer que não havia alternativa e Portugal só poderia crescer se roubassem os rendimentos de trabalhadores e pensionistas e vir um ministro que ninguém conhecia de lado nenhum, demonstrar que afinal é possível crescer sem roubar quem trabalha. MAIS! Não só havia alternativa, como a OCDE e a Comissão Europeia vieram reconhecer o bom trabalho deste governo e dar a mão à palmatória.
Tudo isso dói à oposição mas, o que mais dói, é a CGD não ter ido para as mãos de privados. Isso é que Cristas, Passos e acólitos não perdoam a Centeno e António Costa.
Vai daí Coelho fez-se à estrada e passou o fim de semana a apregoar ao país que nunca viu um ministro que errasse tanto como Centeno
Se tivesse um mínimo de vergonha, pudor e dignidade,depois de ouvir, hoje, os elogios de Moscovici ao governo e o consequente reconhecimento de que a política seguida por Portugal tinha dado bons resultados e superado todas as expectativas, Passos Coelho remeter-se-ia ao silêncio.
Só que Passos é um papagaio vaidoso por isso, amanhã já andará outra vez na estrada a dizer aquelas frases que habitam o seu mundo esquizofrénico e ele repete como se fossem verdades inabaláveis. 
É uma benção para a geringonça ter um líder da oposição como Passos, mas também faz muito jeito que a líder do CDS não se canse de nos fazer lembrar a primeira medida que anunciou ao país quando foi empossada ministra da agricultura: rezar a Nossa Senhora para que chova. Depois, foi dançar ao concerto do Tony Carreira.
Ainda não perdi a esperança de ver Cristas num concerto de Quim Barreiros a cantar "Deixa-me cheirar teu bacalhau"