sábado, 3 de dezembro de 2016

Dia do Postal Ilustrado(30): Especial Natal

O espólio é vasto e o mês de Dezembro só tem 5 sábados. Foi, por isso,  tarefa árdua escolher os 5 postais de Natal com que vos desejarei as Boas Festas durante o mês de Dezembro.
Decidi escolher, para começar, um dos mais antigos.Foi enviado à minha Mãe, por uma amiga de Santo Tirso, no ano de 1932. Tinha a minha Mãe 17 anos!

O problema está nos detalhes



Somos um povo  fantástico.Generoso, hospitaleiro, solidário e com propensão para emigrar.
Somos um povo como não há outro igual no mundo. O problema está nos detalhes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (10)



Para o fim de semana, pareceu-me muito oportuno recordar esta canção de Sylvie Vartan.Tal como Francoise Hardy, ou Adamo, ela há-de aparecer aqui mais vezes, porque tenho vários discos dela. Optei por " La plus belle por aller dancer" (1965) porque foi, provavelmente, o seu maior sucesso. Não será é a canção de que gosto mais, mas isso é outra história...



Como a História se vingou de Passos Coelho

Os ventos não correm de feição para (Pedro) Passos Coelho. À sua volta apenas gravita um grupo de indefectíveis que estão sempre do lado do chefe, seja ele qual for, e de inúteis promovidos a estrelas como Maria Luís Albuquerque.
Marcelo Rebelo de Sousa tem enviado sucessivos recados, mais ou menos velados, a Passos Coelho, mas ontem foi directo. Ao dizer que o feriado do 1º de Dezembro nunca devia ter sido eliminado, o PR não manifestou apenas a sua discordância com o líder do PSD. Disse, sem falinhas mansas, " está na hora de te ires embora!"
Sentindo-se cada vez mais isolado e acossado, Passos Coelho depositava a última esperança de sobrevivência  num resultado airoso nas autárquicas. Sem candidato para o Porto e entalado com a candidatura de Cristas a Lisboa, restava a Passos Coelho apresentar um candidato forte que pudesse conquistar a câmara ao PS. Foi neste contexto que fez o convite e tentou convencer Pedro Santana Lopes a candidatar-se. O ex presidente da câmara de Lisboa  poderia eliminar o efeito surpresa de Cristas e lançaria grande preocupação no seio do PS. Um trunfo de peso, portanto.
Ontem, porém, Pedro Santana Lopes fez saber que não estava disposto a avançar e pretendia cumprir o seu mandato à frente da SCML até final.
Tocaram os sinos a rebate na S. Caetano à Lapa. O 1º de Dezembro, feriado roubado por Passos Coelho e reposto este ano por António Costa, foi um dia aziago para o líder do PSD. Como se a História se tivesse revoltado contra ele e aproveitasse a reposição da dignidade lusa para lhe aplicar dois fortes correctivos nesse dia.
Passos está agora num dilema. Ou apoia Cristas, ou encontra um candidato suficientemente forte que, mesmo não ganhando a câmara de Lisboa, consiga ter  mais votos do que o CDS.
Não vai ser fácil e, se perder Lisboa e Porto já é um mau resultado para o PSD, ter menos votos do que o CDS em Lisboa seria a humilhação total e o fim da linha para Passos Coelho.
Não me espantaria, pois, que para salvar a pele, Passos Coelho viesse a apoiar Assunção Cristas. A vida  está difícil para o homem de Massamá e o seu fim poderá estar próximo, se os resultados das autárquicas forem desastrosos, mas há sempre a hipótese de Santana Lopes dar o dito por não dito e apresentar a sua candidatura...

Lixeira a céu aberto

Não descortino qualquer razão para o deputado do PSD ter de importar lixo de Itália. Há lixo suficiente no PSD  para abastecer as suas necessidades durante um século.
A hipocrisia de andarem de bandeira na lapela e depois faltarem às comemorações do 1º de Dezembro fede mais do que qualquer estrumeira ou ETAR. O PSD é uma lixeira a céu aberto, onde alguns cocós têm direito de antena nas televisões.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (9)

Em Dia da Restauração convido pela primeira vez, para vos dar  as boas noites, uma banda portuguesa.
Creio que a escolha do Quarteto 1111 é consensual. E o tema escolhido, também. 
"A Lenda de el rei D. Sebastião", gravado em 1967,  faz parte do primeiro álbum do Quarteto 1111, banda nascida aqui no Estoril que originalmente se inspirou nos Shadows e adoptou o nome de Conjunto Mistério.
Embora José Cid abandone o grupo em 1975, o Quarteto 1111 só se extinguirá em 1977. Desde então, há uma história longa sobre José Cid quer a solo, quer integrado noutras bandas. Mas isso ficará reservado para outros capítulos.
Por hoje ficamos com a "Lenda" um dos maiores sucessos musicais da música portuguesa dos anos 60
Tenham uma boa noite!


TOP 5

E os cinco posts mais lidos em Novembro foram:

Teodor(o)a não vás ao sonoro

Ai Cristas, Cristas, do Cachené

Erros meus, má fortuna...?

Caderneta de Cromos (50)

Jornalismo de alcova

Boas (re) leituras e votos de um excelente mês de Dezembro.
Aproveitem-no bem porque, quando este terminar, acaba também 2016 e entramos num novo ano

As promessas são para cumprir



Em 2012, quando a cambada que vendeu o pais a retalho, ajoelhou perante a troika e eliminou o feriado de 1 de Dezembro, eu fiz esta promessa. Ora as promessas são para cumprir. Assim sendo, embora os traidores  não tenham levado um pontapé no cu, nem sido obrigados a saltar a vedação, aqui estou eu a cumprir o prometido.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Memórias em vinil (8)

Bem, este tema ( topem só como a capa do disco está estragadinha, a denunciar o uso...) nem precisa de apresentações.
Aproveitem esta noite para o ouvir muitas vezes e associar a teoria à prática. Aproveitem,  porque  amanhã  é feriado. E muito especial, porque os pafiosos nos tinham roubado este.
Desfrutem então uma noite bem (des)cansada  na companhia da Jane Birkin, do Serge Gainsbourg e, porque não, das vossas recordações do Verão de 69. E dos anos seguintes...


Jardins proibidos

Num país deslumbrado pelo automóvel, onde os espaços de lazer são constantemente subalternizados pelos cavalos com motor, merece destaque esta notícia:
" O Jardim do Caracol da Penha  foi o projecto mais votado do Orçamento Participativo de Lisboa. A votação foi clara: 9477 lisboetas preferem ver naquele espaço- onde se juntam as freguesias da Penha de França e de Arroio - um jardim público do que 86 lugares de estacionamento"
( in DN de 29 Dezembro de 2016)
Esta notícia não é só esclarecedora quanto ao mérito dos Orçamentos Participativos ( programa em que a Câmara Municipal  de Palmela foi pioneira) que permitem aos cidadãos fazer as suas escolhas. Demonstra, também, alguma maturidade dos eleitores.
O que pode parecer surpreendente ( escolher um jardim em detrimento de um parque de estacionamento, numa zona da cidade onde escasseiam lugares de parqueamento) não é. Desejando ter um jardim na freguesia, sabendo que a resolução dos problemas de estacionamento naquela zona é urgente e que  a autarquia tinha projectado para aquele local  um parque de estacionamento, os lisboetas fizeram uma escolha racional. Se votassem no parque de estacionamento, nunca mais teriam o jardim. Optando pelo jardim, obrigam a Câmara Municipal de Lisboa a encontrar uma alternativa para o estacionamento naquela zona da cidade.
A isto chamo votar com inteligência.

Cuba Libre



Para quem acredita que depois da morte de Fidel Cuba será uma democracia exemplar, deixo uma sugestão:
Perguntem aos russos se estão melhores agora e são mais livres do que no tempo da URSS e surpreendam-se.
Eu estive na Rússia ano passado e também me surpreendi.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Memórias em vinil (7)




Teve vida curta esta banda rock francesa. Fundada em 1961, tinha no vocalista Dick Rivers a principal estrela.
Pode dizer-se que  durante a sua curta existência, a banda teve dois grandes sucessos. O primeiro foi este "Oh Lady" (1961)onde sobressai a magnífica voz de Rivers



No final do Verão de 1962, durante uma tournée, Rivers decidiu abandonar o grupo e  prosseguir a carreira a solo. A banda foi fortemente abalada  com a sua saída e viria a extinguir-se em 1965.
No final de 1962 ainda gravaria   "Derniers Baisers",  a versão francesa de "Sealed with a kiss". tendo obtido algum sucesso.
Após "Derniers baisers" e  a entrada de Mike Shannon para o lugar de Dick Rivers, a  banda perdeu fulgor e  não conseguiu contrariar a forte concorrência de "Les Chaussettes Noires".
Para a História ficou esta canção que evoca o final do Verão e o fim das férias.

Tenham uma boa noite com este cheirinho a Verão!

Tesourinhos

Foi hoje aprovado  na AR o OE para 2017.
Parece-me oportuno recordar que o primeiro Orçamento Geral do Estado remonta ao ano de 1881 mas, já desde 1821 que é possível encontrar propostas de contas públicas apresentadas pelo governo às Cortes.
Num livro editado pela AR em 2006 ( Os Orçamentos no Parlamento Português) é possível encontrar documentos muito interessantes do tempo da Monarquia Constitucional.
Da Biblioteca Digital do Ministério das Finanças, no site da Direcção Geral do Orçamento respiguei  este precioso documento de 1836, onde é possível constatar que muitos dos argumentos que hoje irão ser esgrimidos na AR, por governo e oposição, são  exactamente iguais aos que se discutiam  há 180 anos.
Ora atentem apenas nestes extractos:





As pombinhas da Catrina



Há dias dizia, entre amigos,  que o governo devia evitar euforias nas comemorações do 1º aniversário, porque o caso CGD estava a ferver e uma desagradável surpresa poderia estar para lhe rebentar nas mãos.  Há situações em que preferia não ter razão, pelo que recebi a notícia da saída de António Domingues da Caixa com bastante descoroçoamento e  apreensão.
Já em tempos critiquei aqui o silêncio do governo, perante a recusa da administração em entregar as declarações de rendimentos. Sobre António Domingues, já ontem escrevi aqui o que pensava, tendo-lhe atribuído um lugar na caderneta de cromos, com o nº52.
Hoje é o momento para tecer algumas considerações sobre a atitude irresponsável do BE que, em última análise, será chamado a prestar contas se o futuro da CGD for, como se teme e adivinha,  fortemente penalizador para todos os portugueses.
Ao alinhar com a política de terra queimada que PSD e CDS adoptaram em relação à Caixa, o BE avalizou as intenções da direita de tentar, a todo o custo, forçar a privatização da CGD.
Há muitos tubarões interessados em levar a CGD ( o único bem público relevante que nos resta) e  PSD  e CDS são os seus testas de ferro.
Aquilo que o PCP topou à distância, Catarina Martins não conseguiu perceber nas palavras de Maria Luís Albuquerque, nem com a tentativa desesperada de António Costa, ao requerer uma segunda votação da proposta apresentada pelo PSD.
Por outro lado, sabendo Catarina Martins que os administradores da CGD, mesmo que contrariados, já tinham acordado  entregar as declarações de rendimentos no TC, não devia ter insistido em votar um diploma que conduziria, inevitavelmente,  à demissão dos administradores.
Pode - e deve- criticar-se severamente o finca-pé de António Domingues e demais administradores que pretendiam um regime de excepção. É legítimo concluir que pessoas que exigem tratamento especial, não devem estar à frente de instituições públicas.
O problema é que a demissão de António Domingues poderá criar um gravíssimo problema na CGD que se reflectirá, inexoravelmente, no défice de 2017 e, por consequência, nos bolsos dos portugueses. In limine, poderá mesmo levar à sua privatização.
Enquanto o PCP engoliu um sapo, porque percebeu todo o puzzle, o BE resolveu dar aos portugueses mais uma prova de irresponsabilidade. Ou porque não percebeu a jogada da direita- o que é grave- ou porque mesmo percebendo e tirando as ilações consequentes, insistiu no finca pé. O que é ainda mais grave.
António Costa não está em condições, neste momento, de jogar este trunfo a seu favor mas o PCP, a seu tempo, não deixará de o fazer na tentativa de capitalizar ganhos eleitorais.
Era altura de Catarina Martins perceber que a irresponsabilidade se paga caro. Mas a esquerda  nunca aprende com os seus erros. Pelo contrário, parece ter algum prazer em se mortificar, insistindo em repeti-los.
Assim sendo, Catarina, não te queixes se os portugueses te cortarem as asas quando forem chamados a manifestarem-se nas urnas.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Memórias em vinil (6)


Hoje trago-vos The Kinks, um grupo rock inglês, que alguns previam vir a ser  o sucessor dos Beatles.
Não foram. Quiçá porque, por razões nunca explicadas, depois de uma digressão pelos EUA em 1965, foram proibidos de regressar a Inglaterra até 1969. 
Mesmo assim, em 1966 destronaram Paperback Writer dos Beatles do primeiro lugar dos tops em Inglaterra e nos EUA, com este magnífico tema:


O disco que hoje vos trago é de 1969. Ao contrário do que a capa sugere, o tema  mais marcante deste 45 rpm não é "Day's", mas sim um tema de 1967 : "Waterloo Sunset"


E embora um dos seus temas mais conhecidos seja "Lola,"(1970) não foi esta a canção que  escolhi para encerrar esta trilogia musical.  Até porque acho a canção muito desinteressante.
Outro dos seus grandes êxitos "The Death of a Clown" (1967)  também seria um excelente tema para encerrar esta breve incursão pelos "The Kinks", mas  optei pelo tema em destaque deste disco, até porque o vídeo vale bem a pena para sixties olders como eu.
Tenham uma boa noite e aproveitem para recordar velhos tempos com "Day's"


Ó Cristas! Põe-te fina, rapariga

Ao ouvir Cristas implorar aos sindicatos que saiam para a rua em protesto contra o governo, não sei se deva rir se chorar.
Embora cada vez que abrem a boca me provoquem gargalhadas, desgosta-me ver um tresloucado e uma xoné à frente de PSD e CDS. Eu gostava de ver uma oposição forte e séria. Não um duo de totós.

Caderneta de cromos (52)

António Domingues demitiu-se ontem. Pode ter todas as razões do mundo para o fazer, não tinha era o direito de andar a engonhar durante tanto tempo. A CGD é uma peça fundamental do  nosso sector financeiro e António Domingues andou a gozar com milhões de portugueses.
Um tipo que se recusa a mostrar os rendimentos e quer um estatuto especial não serve para dirigir um banco público. Quem tem alguma coisa a esconder não pode desempenhar cargos públicos por isso, recomendariam os padrões da honestidade,  que nunca tivesse respondido afirmativamente ao convite que lhe foi endereçado.

Por amor da Santa!



Haja alguma decência!
Não me venham agora dizer que, depois de andarem anos a acusar Merkel de ser a responsável pela destruição da UE ( E FOI!!!) é ela a única esperança para salvar a Europa!

domingo, 27 de novembro de 2016

Dia do Postal Ilustrado (29)

Este postal foi-me enviado por um amigo em 1967. Foi enviado da Régua onde ele estava passar férias e não resisto a transcrever duas passagens:
"Isto aqui é um reboliço. Ando sempre de um lado para o outro. É o Baile das Vindimas, as corridas de Vila Real, o Rally..."
(Não sei a qual Rally se referia o A.mas  é curioso lembrar o que era, em 1967,reboliço em Portugal)
Mais adiante, para me convencer a passar uns dias na Régua, acrescenta:
"E nos bailes é cada garota! Só visto!  Pena eu já estar casado".
Este "casado" devia estar entre aspas,porque o A. era solteiríssimo e assim havia de ficar ainda por alguns anos,  mas naquela época era muito comum os rapazes dizerem que já estavam casados, quando tinham uma namorada com quem pensavam casar mais tarde.
Enfim, memórias dos tempos em que a comunicação se fazia pelos CTT e as belals moçoilas durienses serviam de modelo a postais ilustrados.

Aviso: a partir do próximo sábado, e durante todo o mês de Dezembro, esta rubrica ( que esta semana, devido à morte de Fidel Castro, é publicada ao domingo) publicará apenas postais de Natal. Espero que gostem.